Um Universo inteiro para imaginar

Há algo de especial no olhar das crianças quando o assunto é o Universo.

Diante de uma imagem, de uma história ou de uma simples pergunta sobre o céu, surgem respostas, hipóteses, desenhos e outras tantas perguntas. Uma curiosidade puxa outra, e aquilo que parecia distante começa a ganhar sentido bem ali, na conversa com os colegas e na mediação das “tias”.

Com as crianças pequenas essa experiência ganha ainda outra dimensão. Na primeira infância, a curiosidade caminha de mãos dadas com a fantasia. Um planeta pode ser descoberto e, ao mesmo tempo, imaginado. Uma estrela pode ser reconhecida na página de um livro e virar personagem de uma história. O foguete pode ser objeto de conhecimento e também veículo para uma viagem inventada.

Essa mistura é preciosa!

A fantasia não tira a criança da realidade da aprendizagem. Ao contrário: muitas vezes, é por meio dela que a criança encontra uma maneira de se aproximar daquilo que ainda não conhece. A curiosidade faz perguntar; a imaginação ajuda a criar possibilidades.

E o Universo oferece espaço de sobra para as duas.

Maria Rayla com crianças do 1º ano do Ensino Fundamental, no registro de João Ademar (EMEIF Eraldo César de Araújo, 2026)

Entre livros, imagens, conversas e descobertas, os pequenos vão construindo suas próprias representações sobre o céu. Algumas ideias mudam, outras permanecem, novas perguntas aparecem. O conhecimento vai se formando nesse movimento, sem que a infância precise deixar de ser infância.

A ciência amplia o que elas sabem, enquanto a imaginação amplia aquilo que elas conseguem sonhar. E, sob o mesmo céu, as duas podem caminhar juntas!

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