“Olha pro céu, meu amor”

Aqui em Campina Grande, a gente aprende desde cedo que olhar para o céu pode ser parte de uma celebração. Todos os anos, quando chega o São João, a cidade se reúne para cantar, dançar e, em algum momento, levantar os olhos para o alto ao som de Luiz Gonzaga. “Olha pro céu, meu amor” já faz parte da memória afetiva de muitas gerações e segue sendo uma das marcas mais bonitas da nossa festa. 

Aqui no Selo do Céu, pelas mãos de bolsistas do PIBID, os pequenos receberam um convite parecido, mas por outro caminho: olhar para o céu para descobrir o Universo!

O encantamento das crianças do 1º ano do Ensino Fundamental, no registro de João Ademar, ao verem Saturno (EMEIF Eraldo César de Araújo, 2026)

Por alguns momentos, a sala de aula se transformou em uma espécie de planetário. As crianças viajaram pelas imagens projetadas, observaram constelações, planetas e outros elementos do espaço e, depois, voltaram para a roda de conversa para contar o que tinham visto, o que havia chamado sua atenção e o que agora parecia diferente.

Era o mesmo gesto de sempre, mas com uma nova intenção! Aqui, não olhamos para cima em busca dos balões coloridos da canção; olhamos para descobrir mundos, reconhecer formas, levantar perguntas e imaginar aquilo que ainda não conhecemos.

E a beleza continua sendo a mesma!

Porque, diante de um céu cheio de estrelas, uma criança não precisa de muito para se encantar. Basta uma imagem, uma pergunta, uma história e um convite para olhar.

E, parafraseando o mestre Gonzagão, o céu continua nos chamando para perto. Desta vez, porém, não é apenas um balão que sobe para encantar os olhos dos pequenos... É o Universo inteiro que se abre diante deles!

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